Nossos jovens envelheceram!
Uma população de idosos "muito em
breve" estará chegando e virá sempre a pergunta: - Como pode um país de
idosos não conceder os direitos exclusivos a eles que são a maioria? Como serão
recebidos cada um deles que, em algum lugar de nossas vidas, deixaram as suas
histórias?
Se existimos hoje, devemos ser
agradecidos a eles, auxiliando de forma afável e conduzindo-os como fizeram quando ainda éramos bebês
na
fase de darmos os primeiros passos. Assim são eles!
Sempre olho no rosto do idoso e vejo o
olhar de quem sabe o que é parte da vida, pois ainda são bem jovens para
conhecê-la como um todo, mas vejo também nesses mesmos olhos a dúvida do amanhã.
É como se eles estivessem na expectativa de uma grande notícia. O receio cobre-lhes como um véu a experiência
de uma vida.
É imprescindível segurarmos as suas mãos
e darmos rumo ao caminho que se segue, fazer com eles como fizeram conosco,
desde as primeiras refeições até os dias de hoje.
É importante encaminhá-los nos
lugares quando eles não souberem mais onde ficam, assim como nos ensinaram
também, a pegarmos o primeiro ônibus.
É assim , que segue a vida.
Eles são nossos filhos gerados no passado
anterior ao nosso.
Sejamos para eles, o que eles foram para
nós quando crianças.
O amor deve ser dado também, para
aqueles que nem mais família tem. Afinal o nosso idoso é o nosso irmão. O nosso
idoso é aquele que precisa ser cuidado. Nosso idoso não é só aquele que tem
dificuldades em caminhar ou aquele que está de alguma forma em uma
situação não muito confortável. O nosso idoso é aquele que viveu, continua
aprendendo e tendo a certeza que ainda falta muito para se aprender
Ontem eles foram nossos "Heróis" e hoje nós
somos seus "Ídolos".
(Texto de Nadia Maria Meirelles)